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Homeopatia em Odontologia
Introdução
O século XX será lembrado como o momento de uma mudança radical do paradigma da ciência. A visão de mundo cartesiana do século XVII, que concebe o universo e, em conseqüência, o ser humano como uma máquina, divide-o em corpo (matéria de domínio da ciência) e mente (de domínio da religião) independentes entre si. Esta visão teve na física newtoniana do século XVIII a base científica, que preconiza o "determinismo causal", isto é , que "todo movimento pode ser previsto conhecendo-se seu início e sua velocidade". É chamado de paradigma mecanicista.
A física moderna, baseada nas teorias quântica e da relatividade, veio trazer uma nova visão já que os princípios mecanicistas não conseguiam explicar os fenômenos observados no nível muito pequeno (física atômica e subatômica) ou no nível do muito grande (na astrofísica e na cosmologia).
Esta nova concepção não significa que a física newtoniana esteja errada, mas que, os diversos modelos concebidos são aproximações da realidade, em seus diferentes níveis.
Também nas ciências da saúde há uma mudança em curso. O paradigma mecanicista, que trouxe grandes avanços no conhecimento médico em algumas áreas como no diagnóstico das doenças, tratamentos medicamentosos e cirúrgicos através das inúmeras gerações de antibióticos e dos transplantes, não tem conseguido explicar todos os fenômenos que ocorrem na manutenção da saúde e no desencadeamento da doença ou da cura. Estas envolvem complexas interações entre aspectos físicos, psicológicos, sociais e ambientais dos organismos vivos, dando lugar ao paradigma holístico ou ecológico.
A Homeopatia, que tem sua origem também no século XVIII, com Hahnemann publicando o seu livro "Similia similibus curantur", ou seja, "O semelhante se cura pelo semelhante", já incorporava a avaliação dos sintomas mentais e emocionais no diagnóstico das doenças, recebendo estes igual ou maior peso que os sintomas físicos. Além disso, a Homeopatia introduziu o medicamento dinamizado, para tratar esses sintomas considerados mais sutis, ou seja, não físicos. A afirmativa de que as dinamizações liberavam uma "energia interna" dos medicamentos não encontrava apoio em nenhuma lei da física e da química até recentemente. No entanto, experiências científicas já demonstravam a eficácia real destes medicamentos em algumas condições patológicas, como foi o estudo duplo-cego realizado por Gibson et al, do Departamento de Medicina da Universidade de Glasgow, publicado no British J. Clin. Pharm., n° 9, de 1980, no tratamento de artrite reumatóide em 46 pacientes que não estavam tendo resultados positivos com o tratamento alopático. Atualmente, cada vez mais estudos dessa natureza são realizados, uma vez que essa concepção holística de terapia desperta interesse nos centros de pesquisa avançada em medicina, farmacologia e físico-química pelo caráter inovador de seu paradigma . Com a utilização de equipamentos de ressonância magnética nuclear construídos a partir dos conhecimentos da física quântica, já é possível detectar a "energia" existente em medicamentos altamente dinamizados, isto é, sem a presença de soluto (Smith 1966; Young 1975; Sacks 1983;Weigartner 1989;Demangeat 1992.) Do mesmo modo, a física quântica proporcionou o conhecimento de que o corpo físico por ser constituído de matéria, tem ao mesmo tempo propriedades de partícula e de onda, que lhe conferem características de freqüência energética, comprovando assim o que intuia empíricamente Hahnemann .Portanto, a cura observada com o tratamento homeopático é explicada pela interação entre a energia do medicamento dinamizado e a energia do corpo doente, que é modificada para um novo padrão vibracional, necessário para que seus sistemas retornem a um estado de saúde ou bem estar.
No Brasil a Homeopatia já ganhou o "status" de especialidade na Medicina e na Veterinária, assim como na Farmácia , sendo inclusive ensinada em cursos de formação de diversas universidades.
A Odontologia já conta com inúmeros profissionais com formação especializada na área, obtida em cursos de caráter interdisciplinar, sem no entanto, poder apresentar-se como especialista . Portanto, urge o processo de credenciamento da especialidade por parte dos órgãos gestores da Odontologia, para equiparar o CD aos outros profissionais de saúde que já possuem o reconhecimento de seus respectivos conselhos.
Homeopatia em Odontologia
Introdução
O século XX será lembrado como o momento de uma mudança radical do paradigma da ciência. A visão de mundo cartesiana do século XVII, que concebe o universo e, em conseqüência, o ser humano como uma máquina, divide-o em corpo (matéria de domínio da ciência) e mente (de domínio da religião) independentes entre si. Esta visão teve na física newtoniana do século XVIII a base científica, que preconiza o "determinismo causal", isto é , que "todo movimento pode ser previsto conhecendo-se seu início e sua velocidade". É chamado de paradigma mecanicista.
A física moderna, baseada nas teorias quântica e da relatividade, veio trazer uma nova visão já que os princípios mecanicistas não conseguiam explicar os fenômenos observados no nível muito pequeno (física atômica e subatômica) ou no nível do muito grande (na astrofísica e na cosmologia).
Esta nova concepção não significa que a física newtoniana esteja errada, mas que, os diversos modelos concebidos são aproximações da realidade, em seus diferentes níveis.
Também nas ciências da saúde há uma mudança em curso. O paradigma mecanicista, que trouxe grandes avanços no conhecimento médico em algumas áreas como no diagnóstico das doenças, tratamentos medicamentosos e cirúrgicos através das inúmeras gerações de antibióticos e dos transplantes, não tem conseguido explicar todos os fenômenos que ocorrem na manutenção da saúde e no desencadeamento da doença ou da cura. Estas envolvem complexas interações entre aspectos físicos, psicológicos, sociais e ambientais dos organismos vivos, dando lugar ao paradigma holístico ou ecológico.
A Homeopatia, que tem sua origem também no século XVIII, com Hahnemann publicando o seu livro "Similia similibus curantur", ou seja, "O semelhante se cura pelo semelhante", já incorporava a avaliação dos sintomas mentais e emocionais no diagnóstico das doenças, recebendo estes igual ou maior peso que os sintomas físicos. Além disso, a Homeopatia introduziu o medicamento dinamizado, para tratar esses sintomas considerados mais sutis, ou seja, não físicos. A afirmativa de que as dinamizações liberavam uma "energia interna" dos medicamentos não encontrava apoio em nenhuma lei da física e da química até recentemente. No entanto, experiências científicas já demonstravam a eficácia real destes medicamentos em algumas condições patológicas, como foi o estudo duplo-cego realizado por Gibson et al, do Departamento de Medicina da Universidade de Glasgow, publicado no British J. Clin. Pharm., n° 9, de 1980, no tratamento de artrite reumatóide em 46 pacientes que não estavam tendo resultados positivos com o tratamento alopático. Atualmente, cada vez mais estudos dessa natureza são realizados, uma vez que essa concepção holística de terapia desperta interesse nos centros de pesquisa avançada em medicina, farmacologia e físico-química pelo caráter inovador de seu paradigma . Com a utilização de equipamentos de ressonância magnética nuclear construídos a partir dos conhecimentos da física quântica, já é possível detectar a "energia" existente em medicamentos altamente dinamizados, isto é, sem a presença de soluto (Smith 1966; Young 1975; Sacks 1983;Weigartner 1989;Demangeat 1992.) Do mesmo modo, a física quântica proporcionou o conhecimento de que o corpo físico por ser constituído de matéria, tem ao mesmo tempo propriedades de partícula e de onda, que lhe conferem características de freqüência energética, comprovando assim o que intuia empíricamente Hahnemann .Portanto, a cura observada com o tratamento homeopático é explicada pela interação entre a energia do medicamento dinamizado e a energia do corpo doente, que é modificada para um novo padrão vibracional, necessário para que seus sistemas retornem a um estado de saúde ou bem estar.
No Brasil a Homeopatia já ganhou o "status" de especialidade na Medicina e na Veterinária, assim como na Farmácia , sendo inclusive ensinada em cursos de formação de diversas universidades.
A Odontologia já conta com inúmeros profissionais com formação especializada na área, obtida em cursos de caráter interdisciplinar, sem no entanto, poder apresentar-se como especialista . Portanto, urge o processo de credenciamento da especialidade por parte dos órgãos gestores da Odontologia, para equiparar o CD aos outros profissionais de saúde que já possuem o reconhecimento de seus respectivos conselhos.